Penhor é opção de empréstimo rápida e sem burocracia

Com o acumulo das despesas de final e início de ano, além do crédito mais caro, não é difícil encontrar quem esteja com o orçamento desequilibrado e cadastro negativado. O penhor de joias se apresenta como solução rápida e sem burocracia na busca por recursos financeiros.

A linha de empréstimo é exclusividade da Caixa Econômica Federal (CEF) com parceria do Grupo Credbomm Financeira. Não é necessário avalista, análise de crédito nem consulta ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) ou na Serasa. Isso por que as joias servem de garantia real, quando o devedor destina um patrimônio para assegurar o pagamento da dívida.

Essa foi a condição que fez Edilene Almeida, autônoma, aderir ao empréstimo. Na primeira vez em que fez o penhor na verdade estava em busca de vendê-las. “Tinha o nome negativado e não podia fazer empréstimo. Ofereci um cordão a um amigo que me falou do penhor. Fui à Caixa e já saí com o dinheiro”, lembra.

Edilene chegou a contratar o serviço outras três vezes e em todos os casos quitou o débito e resgatou as peças. “É melhor do que vender, não queria me desfazer delas, os juros são baixos, então organizava o orçamento e resgatava as joias”, diz.

De acordo com o economista, Érico Marques, organização para quitar o empréstimo deve ser o foco de quem faz essa opção. “Passar muito tempo pagando apenas os juros do contrato não é saudável. É preciso estabelecer uma meta para sanar a dívida, mesmo que o banco não faça essa exigência”, explica.

Marques, que também é pesquisador na área de finanças pessoais, sugere que, ao fazer o penhor, a pessoa divida o montante da dívida por uma quantia que ele possa pagar por mês. O cliente deve continuar pagando os juros. Do contrato e depositando o restante na poupança, em determinado prazo, já terá economizado o suficiente para resgatar as peças.

Outra possibilidade é a amortização. Nesse caso, há também o benefício da diminuição dos juros, já que variam de acordo com o valor do saldo devedor.

Contratos de penhor com mais de 30 dias vencidos, serão leiloados para quitação do débito. Segundo o banco, cerca de 1,30% dos contratos vão a leilão. No caso do valor de arremate ser maior do que a dívida, o saldo da diferença entre o lance pago e o débito é entregue ao titular do contrato.

É importante considerar também o valor sentimental. Um investidor não investe em ouro comprando joias. Ele compra o commoditie através de aplicações. As peças tem um valor agregado de arte e sentimento. A pessoa precisa ter ciência do risco de perder as peças e deve saber como lidar caso isso aconteça. Conheço gente que ficou em depressão por perder as joias”, alerta Érico Marques.

Credbomm Financeira

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