5 cuidados na hora de pedir empréstimo para negativado

Estou Negativado | 5 cuidados na hora de pedir empréstimo para negativado

Pedir um empréstimo bancário, mesmo negativado, pode ser uma solução interessante para encarar as dificuldades financeiras, a perda de mercado ou até para conseguir um capital imediato e aplicar no crescimento do seu negócio. Acontece que esse costuma ser um momento crítico e, se você ficar focado apenas nos benefícios que terá quando conseguir o dinheiro, pode se esquecer dos cuidados que deve ter na hora de pedir o empréstimo para sua empresa.

Para não ter surpresas desagradáveis justo quando você achava que ia se dar bem, é importante se planejar desde antes de negociar o empréstimo com o banco. Para isso, fique por dentro de alguns erros fatais que você precisa evitar neste momento.

 










  •  1) Não pensar duas vezes antes de pedir o empréstimo

Por mais que o empréstimo pareça uma solução viável e prática, essa estratégia pode ser traiçoeira, podendo fazer com que as dívidas da empresa se tornem aquela bola de neve. Por esse motivo, além de analisar se o empreendimento realmente precisa do empréstimo, você também deve considerar outras formas de conseguir capital.

Caso a sua empresa tenha aplicações financeiras em seu nome, imóveis, veículos e outros bens que possam ser transformados rapidamente em capital disponível, veja se a venda desses bens e direitos não vale mais a pena. Isso porque, normalmente, os juros que incidem sobre as dívidas e empréstimos são maiores do que os rendimentos destas aplicações. Mais tarde, você poderá se preocupar com a reposição daquilo que foi retirado do patrimônio da empresa.

  • 2) Não simular antes de ir ao banco

Assim como os estudantes do Ensino Médio utilizam os simulados do vestibular para ter uma ideia de se conseguirão passar na prova ou não, no caso dos empréstimos, também é imprescindível simular como será a quitação das parcelas para saber se a empresa realmente conseguirá arcar com elas. Esses cálculos são importantes para que se entenda o prazo, os juros incidentes e as demais condições do empréstimo, de forma que você possa se organizar para quitar o débito.

  • 3) Pedir empréstimo pessoal

Para início de conversa, é preciso saber que as finanças pessoais dos sócios ou do empreendedor são uma coisa, enquanto as finanças da empresa (pessoa jurídica) devem ser controladas separadamente. Os lucros alcançados pela empresa não podem ser confundidos com o pró-labore que você recebe, do mesmo jeito que os recursos do caixa da empresa não devem ser destinados para sua vida particular. Se você tem dificuldade para manter estas contas separadas, leia este post que escrevemos sobre como separar as finanças pessoais e da empresa.

Sendo assim, evite se valer do crédito pessoal pré-aprovado no banco para cobrir as despesas de seu negócio. Esse tipo de empréstimo deixa seu crédito como pessoa física comprometido até que seja quitado integralmente, além de ter incidência de juros e condições bem piores do que se fosse tomado um empréstimo especial para pessoas jurídicas. Ou seja, trata-se de uma péssima ideia!

  • 4) Não procurar o empréstimo certo para seu porte

Não é só o cenário econômico ou o momento de sua empresa que te diz o quanto você deve pedir de empréstimo, mas também o tamanho das suas atividades. Por isso, é fundamental calcular de maneira precisa quanto seu negócio realmente terá que pedir emprestado, e não simplesmente deduzir por alto o quanto você acha que deve receber. Para tirar as dúvidas, é recomendável conversar com um consultor para saber qual seria a quantia adequada.

  • 5) Não ter um controle financeiro para te ajudar

Em muitos casos os empreendedores acabam recorrendo aos empréstimos por deixar o controle financeiro de lado e, sem saber como a situação da empresa poderia ser diferente, só conseguem enxergar o empréstimo como solução. Quando você consegue fazer o fluxo de caixa com regularidade, fica mais fácil saber da real necessidade de mais capital para o negócio e, se for mesmo necessário, de quanto você irá precisar. Ter um bom controle financeiro, inclusive, pode ser um ponto a favor na hora de negociar com o gerente do banco.

Essa dica serve também para depois que você já conseguiu o dinheiro. Imagine só ter todo o trabalho de planejar a quitação do empréstimo, verificar se ele é realmente necessário, apurar quais bancos oferecem as melhores condições de pagamento, pedir o empréstimo e, no final, não conseguir empregá-lo da maneira certa! Nós recomendamos utilizar um bom software de controle financeiro. Dessa maneira, você terá uma visão exata da saúde financeira da empresa e saberá onde investir o dinheiro que tem disponível.